computação em nuvem
Computação em nuvem (em inglês, cloud computing), é a disponibilidade sob demanda de recursos do sistema de computador , especialmente armazenamento de dados e capacidade de computação , sem o gerenciamento ativo direto do usuário. O termo geralmente é usado para descrever centros de dados disponíveis para muitos usuários pela Internet . Nuvens em grande escala, predominantes hoje em dia, geralmente têm funções distribuídas em vários locais dos servidores centrais. Se a conexão com o usuário for relativamente próxima, pode ser designado um servidor de borda.
O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas ou de armazenar dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, através da Internet - daí a alusão à nuvem.O uso desse modelo (ambiente) é mais viável do que o uso de unidades físicas.
Num sistema operacional disponível na Internet, a partir de qualquer computador e em qualquer lugar, pode-se ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independente de plataforma. O requisito mínimo é um computador compatível com os recursos disponíveis na Internet. O PC torna-se apenas um chip ligado à Internet — a "grande nuvem" de computadores — sendo necessários somente os dispositivos de entrada (teclado, rato/mouse) e saída (monitor)
.Empresas como Amazon, Oracle, Google, IBM e Microsoft foram as primeiras a iniciar uma grande ofensiva nessa "nuvem de informação" (information cloud), que especialistas consideram uma "nova fronteira da era digital". Aos poucos, essa tecnologia vai deixando de ser utilizada apenas em laboratórios para ingressar nas empresas e, em breve, em computadores domésticos.
O primeiro serviço na Internet a oferecer um ambiente operacional para os usuários—antigamente, disponível no endereço www.webos.org—foi criado por um estudante sueco, Fredrik Malmer, utilizando as linguagens XHTML e Javascript.
Em 1999, foi criada nos EUA a empresa WebOS Inc., que comprou os direitos do sistema de Fredrik e licenciou uma série de tecnologias desenvolvidas nas universidades do Texas, Califórnia e Duke.
- IaaS - Infrastructure as a Service ou Infraestrutura como Serviço (em português): refere-se a serviços on-line que fornecem APIs de alto nível usadas para desreferenciar vários detalhes de baixo nível da infra-estrutura de rede subjacente, como recursos de computação física, localização, particionamento de dados, dimensionamento, segurança, backup etc. Executa as máquinas virtuais como convidados. Pools de hipervisores dentro do sistema operacional de nuvem podem suportar um grande número de máquinas virtuais e a capacidade de escalonar os serviços de acordo com os diferentes requisitos dos clientes. Os contêineres Linux são executados em partições isoladas de um único kernel do Linux em execução diretamente no hardware físico. Cgroups e namespaces do Linux são as tecnologias subjacentes do kernel do Linux usadas para isolar, proteger e gerenciar os contêineres. Conteinerização oferece maior desempenho do que virtualização, porque não há sobrecarga de hipervisor. Além disso, a capacidade do contêiner é dimensionada automaticamente de maneira dinâmica com a carga computacional, o que elimina o problema de provisionamento excessivo e permite o faturamento baseado em uso.As nuvens de IaaS geralmente oferecem recursos adicionais, como uma biblioteca de imagem de disco de máquina virtual, armazenamento bruto de bloco , armazenamento de arquivos ou objetos , firewalls, balanceadores de carga, endereços IP, VLANs ( redes locais virtuais ) e pacotes de software.Os provedores de nuvem IaaS fornecem esses recursos sob demanda a partir de seus grandes pools de equipamentos instalados nos datacenters . Para conectividade de área ampla , os clientes podem usar a Internet ou as nuvens da operadora ( redes privadas virtuais dedicadas). Para implantar seus aplicativos, os usuários da nuvem instalam imagens do sistema operacional e seu software de aplicativo na infraestrutura de nuvem. Nesse modelo, o usuário da nuvem corrige e mantém os sistemas operacionais e o software do aplicativo.Provedores de nuvem geralmente cobram serviços IaaS em uma base de computação utilitária: o custo reflete a quantidade de recursos alocados e consumidos.
- PaaS - Plataform as a Service ou Plataforma como Serviço (em português): dá aos desenvolvedores as ferramentas necessárias para criar e hospedar aplicativos Web. A PaaS foi desenvolvida para proporcionar aos usuários o acesso aos componentes necessários para desenvolver e operar rapidamente aplicativos Web ou móveis na Internet, sem se preocupar com a configuração ou gerenciamento da infraestrutura subjacente dos servidores, armazenamento, redes e bancos de dados.. (p.ex.: IBM Bluemix, Windows Azure e Jelastic).A definição do NIST de computação em nuvem define Plataforma como um serviço como:A capacidade oferecida ao consumidor é implementar na infraestrutura em nuvem os aplicativos criados ou adquiridos pelo consumidor criados usando linguagens de programação, bibliotecas, serviços e ferramentas suportados pelo provedor. O consumidor não gerencia ou controla a infraestrutura de nuvem subjacente, incluindo rede, servidores, sistemas operacionais ou armazenamento, mas tem controle sobre os aplicativos implantados e possivelmente configurações para o ambiente de hospedagem de aplicativos.
- DaaS - Desktop as a Service ou Área de trabalho como serviço (em português): O desktop como serviço (DaaS) é uma solução de computação em nuvem na qual a infraestrutura de desktop virtual é terceirizada para um provedor terceirizado. A funcionalidade DaaS conta com o desktop virtual, que é uma sessão controlada pelo usuário ou uma máquina dedicada que transforma serviços de nuvem sob demanda para usuários e organizações em todo o mundo. Esse é um modelo eficiente no qual o provedor de serviços gerencia todas as responsabilidades de back-end que normalmente seriam fornecidas pelo software aplicativo.Desktop como um serviço também é conhecido como desktop virtual ou serviços de desktop hospedados. O DaaS facilita o gerenciamento de vários tipos de recursos de computadores, incluindo desktops, laptops, unidades de mão e thin clients. O DaaS usa execução distribuída ou execução remota, dependendo do tipo de implementação. O DaaS é uma alternativa econômica para soluções de TI convencionais e é usado por organizações e empresas que exigem altos níveis de desempenho e disponibilidade. Além disso, o DaaS serve como uma solução ideal para pequenas organizações com recursos limitados.
- SaaS - Software as a Service ou Software como Serviço (em português): O software como um serviço oferece um produto completo, executado e gerenciado pelo provedor de serviços. Na maioria dos casos, as pessoas que se referem ao software como um serviço estão se referindo às aplicações de usuário final. Com uma oferta de SaaS, não é necessário pensar sobre como o serviço é mantido ou como a infraestrutura subjacente é gerenciada, você só precisa pensar em como usará este tipo específico de software.(p.ex.: Google Docs , Microsoft SharePoint Online).
- CaaS - Communication as a Service ou Comunicação como Serviço (em português): uso de uma solução de Comunicação Unificada hospedada em Data Center do provedor ou fabricante (p.ex.: Microsoft Lync).
- XaaS - Everything as a Service ou Tudo como Serviço (em português): quando se utiliza tudo, infraestrurura, plataformas, software, suporte, enfim, o que envolve T.I.C. (Tecnologia da Informação e Comunicação) como um Serviço. Tudo como um serviço oferece a flexibilidade para que usuários e empresas personalizem seus ambientes de computação para criar as experiências que desejam, tudo sob demanda. O XaaS é dependente de uma forte plataforma de serviços em nuvem e conectividade confiável à Internet para ganhar com sucesso tração e aceitação entre indivíduos e empresas.
- DBaas - Data Base as a Service ou Banco de dados como Serviço (em português): O nome já deixa claro que essa modalidade é direcionada ao fornecimento de serviços para armazenamento e acesso de volumes de dados. A vantagem aqui é que o detentor da aplicação conta com maior flexibilidade para expandir o banco de dados, compartilhar as informações com outros sistemas, facilitar o acesso remoto por usuários autorizados, entre outros;
- SECaaS - Security as a Service - ou Segurança como Serviço (em português): é um modelo de negócio, onde o provedor de serviço integra serviços de segurança em uma infraestrutura corporativa por meio mais eficiente do que indivíduos ou corporações podem prover por si próprias - quando o custo total de posse é considerado.
- FaaS - Function as a Service - ou Função como Serviço (em português): é uma chamada de procedimento remoto hospedada em serviço que aproveita a computação sem servidor para permitir a implementação de funções individuais na nuvem que são executadas em resposta a eventos.O FaaS está incluído no termo mais amplo computação sem servidor, mas os termos também podem ser usados de forma intercambiável.
- MBaaS - Mobile "backend" as a Service - ou Backend móvel como Serviço (em português): também conhecido como Backend como um Serviço (BaaS), os desenvolvedores de aplicativos móveis e de aplicativos web são providos com uma maneira de vincular seus aplicativos a serviços de armazenamento em nuvem e computação em nuvem com Interface de programação de aplicações (APIs) expostas às suas aplicações e Kit de desenvolvimento de software personalizado (SDK). Os serviços incluem gerenciamento de usuários, notificações por push, integração com serviços de redes sociais, entre outros. Esse é um modelo relativamente recente na computação em nuvem, com a maioria das startups de BaaS datadas de 2011 ou posteriores, mas as tendências indicam que esses serviços estão ganhando tração significativa junto aos consumidores corporativos.
A definição de computação em nuvem do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia identifica "cinco características essenciais":
Autoatendimento sob demanda: Um consumidor pode utilizar unilateralmente recursos de computação, como tempo de servidor e armazenamento de rede, conforme necessário, automaticamente, sem exigir interação humana com cada provedor de serviços.
Amplo acesso à rede: Os recursos estão disponíveis na rede e são acessados por meio de mecanismos padrão que promovem o uso por plataformas heterogêneas (por exemplo, telefones celulares, tablets, notebooks e estações de trabalho).
Pool de recursos: Os recursos de computação do provedor são agrupados para atender a vários consumidores usando um modelo de multilocação, com diferentes recursos físicos e virtuais atribuídos e reatribuídos dinamicamente de acordo com a demanda do consumidor.
Elasticidade rápida: Os recursos podem ser provisionados e liberados elasticamente, em alguns casos automaticamente, para escalar rapidamente para fora e para dentro de acordo com a demanda. Para o consumidor, os recursos disponíveis para utilização muitas vezes parecem ilimitados e podem ser apropriados em qualquer quantidade e a qualquer momento.
Serviço medido: Os sistemas em nuvem controlam e otimizam automaticamente o uso de recursos aproveitando um recurso de medição em algum nível de abstração apropriado ao tipo de serviço (por exemplo, armazenamento, processamento, largura de banda e contas de usuário ativas). O uso de recursos pode ser monitorado, controlado e relatado, fornecendo transparência tanto para o provedor quanto para o consumidor do serviço utilizado.
A adoção de sistemas cloud computing dependem das características tecnologicas e do modo como os utilizadores percecionam a utilidade da cloud. Por exemplo se os sistemas cloud forem faceis de usar e se acrescentarem utilidade aos utilizadores finais, estes tendem a usar sistemas cloud . Para auxiliar na decisão do utilizador final na escolha do modelo cloud, o utilizador deverá identificar a adequação da infraestrutura tecnológica, deverá mensurar os custos e o retorno desse investimento, bem como identificar as medidas de controle de integridade de informação, a usabilidade da informação e dos sistemas. Neste contexto, importa ainda identificar as medidas de confiabilidade e segurança e integridade dos sistemas da informação e dos dados. No modelo de implantação,dependemos das necessidades das aplicações que serão implementadas. A restrição ou abertura de acesso depende do processo de negócios, do tipo de informação e do nível de visão desejado. Percebemos que certas organizações não desejam que todos os usuários possam acessar e utilizar determinados recursos no seu ambiente de computação em nuvem. Segue abaixo a divisão dos diferentes tipos de implantação:
As nuvens privadas são aquelas construídas exclusivamente para um único usuário (uma empresa, por exemplo). Diferentemente de um data center privado virtual, a infraestrutura utilizada pertence ao usuário, e, portanto, ele possui total controle sobre como as aplicações são implementadas na nuvem. Uma nuvem privada é, em geral, construída sobre um data center privado.
Segundo Veras, a nuvem privada é uma infraestrutura em nuvem operada exclusivamente para uma única organização, e quase sempre operada pela própria organização ou por terceiros e hospedada interna ou externamente. Realizar um projeto de nuvem privada requer engajamento significativo para virtualizar o ambiente de negócios e exige que a organização reavalie as decisões sobre os recursos existentes. Pode melhorar os negócios, mas cada etapa do projeto levanta questões de segurança que devem ser abordadas para evitar vulnerabilidades sérias.
A hospedagem interna é bastante interessante, quando o controle dos dados é algo muito crítico, nesses casos, hospedar através de algum provedor, não é uma solução interessante, devido a perda do controle do armazenamento das informações.




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